"Causos" Devia 1, deu imóvel de 4, recebeu mais 1.

"Pode isso Arnaldo?"


Um faturizada devia 1 milhão para uma empresa de factoring. Para saldar a dívida, deu sua sede por R$ 2 milhões para o sócio da credora (factoring) e recebeu mais um 1 milhão. A faturizada pegou aquele um milhão e foi procurar e contratou  –  por um milésimo do que tinha no bolso, é claro –, um advogado e este entrou com a ação de anulação de venda e compra. “Traidor!” esbravejou o dono da factoring.


“Pode isso Arnaldo?” Pode, o empresário de factoring deveria pedir para um advogado acompanhar o acordo, mas não fez, recebeu a sede da empresa que no mercado valia 4 milhões, por 2 milhões.

Pior, figurou como comprador o sócio da factoring, não a empresa de factoring que era a credora. Pior ainda, foi lavrada escritura pública de venda e compra, quando na verdade deveria ser de dação em pagamento, enfim, negócio simulado, sem falar ainda que o imóvel continuou com a faturizada, com direito de recompra por 4 anos.


Deveria ser feita uma dação em pagamento e se o faturizado continuasse no imóvel, deveria ser feito um contrato de locação ou comodato. E, ainda, a escritura/negócio deveria ser feito pelo valor de mercado. Do jeito que foi deu munição para a faturizada anular o negócio e embolsar 2 milhões. “A regra é clara”.



DONINI, Antonio Carlos.

0 visualização

Posts recentes

Ver tudo

FINTECHS

As empresas que fazem uso da tecnologia no setor financeiro atuam como fintech, algumas delas como prestadoras de serviços de concessão de crédito como mera intermediária de instituições financeiras,

Telefone: 11 3892-3242

Rua José Getúlio, 360 conj. 25

Endereço:

Aclimação, São Paulo - SP